Edição Nº
103 - Setembro / Outubro - 2002
Vera Garrido
Profissional de Marketing e RP
Viajar é Preciso
As empresas estão sentindo
cada vez mais a necessidade de manter em seus quadros empregados
capazes de representá-las em vários lugares
do mundo para cuidar de interesses comerciais. A idéia
de mercado globalizado já pressupõe agilidade
nas decisões e fechamento de negócios com grande
rapidez para que não se percam as melhores oportunidades.
Qualidade e rapidez nas informações são
fundamentais mas nem sempre a comunicação eletrônica
consegue dispensar a presença física de negociadores
eficientes.
Para auxiliar na tomada de decisão
e também para dar maior segurança aos empresários,
não raro surge a necessidade de enviar um ou mais profissionais
em busca de informações mais detalhadas junto
aos demais negociadores. É aí que surge a grande
dificuldade. Quem escolher para esta difícil missão?
Nesta situação se
faz necessário a indicação de um profissional
que, além de competente, demonstre conhecimento de
idiomas e prática em viagens, tais como: conhecimento
das regras nacionais e internacionais de viagem, uso de passaporte,
locomoção e hospedagem, facilidade de comunicação,
etc, etc.
Sabemos que os pequenos detalhes
é que fazem a diferença e, portanto, a escolha
terá que valorizar cada um deles. O profissional estará
representando a empresa e, desta forma, tudo o que fizer ou
disser estará levando a imagem dela também.
Os principais cuidados podem ser divididos em dois segmentos.
O primeiro voltado para a capacitação técnica
como treinamento de idiomas, conhecimento profundo dos objetivos
da direção, estudo detalhado sobre o produto
a ser negociado, estratégias de negociação,
entre outros.
Em segundo lugar, a capacitação
comportamental onde ficariam as atividades práticas
como a capacidade de comunicação e o desembaraço
em novas situações, além da escolha do
vestuário, conhecimento da burocracia e dos trâmites
de alfândega e, é claro, do conhecimento da etiqueta
social e de negócios vigente no país a ser visitado.
Em situações de
dúvida, sempre apelamos para o bom senso, mas só
ele não basta. É preciso conhecer um pouco da
cultura, dos hábitos e mesmo da história do
país visitado, pois esta postura é muito valorizada
pelos parceiros e facilita nas negociações.
Os fatores culturais afetam os relacionamentos, condicionam
o ritmo, o estilo, as estratégias e outros aspectos
do processo de negociação.
Às vezes, o que para nós
é aceitável, para outras culturas pode ser inadmissível.
Atrasar para uma reunião, no Brasil, não é
elegante, mas acontece. Já nos Estados Unidos, Alemanha
e Suíça, seria inaceitável, pois estes
povos são normalmente muito exigentes e exatos na administração
do tempo.
A linguagem não-verbal,
a chamada linguagem dos gestos, pode ajudar muito ou arruinar
qualquer negociação. Desde a maneira de cumprimentar
até a forma de tomar decisões variam de país
para país.
Há um conceito equivocado
na cultura norte-americana que afirma que "o que você
não sabe, não dói". Nas negociações
empresariais, o que você não sabe pode matá-lo.
Preparando o encontro
(meeting)
Após uma preparação cautelosa que vai
desde os cuidados com a higiene, passando pela escolha do
vestuário, incluindo maquiagem e penteados discretos
para as mulheres e barba e cabelos aparados para os homens,
pegue seus cartões de visita e o material necessário
para as conversações. Seria conveniente acomodar
tudo em uma discreta pasta de trabalho, de couro ou similar.
Estude o trajeto com antecedência
e em hipótese alguma chegue atrasado.
Lembre-se: As pessoas dão seu dinheiro na troca de
duas coisas: satisfação emocional e soluções.
Vá confiante em sua capacidade
de negociação, postura profissional e competência,
e nada irá tirar sua tranqüilidade e segurança.
Bons negócios e boa viagem!
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